EM EXIBIÇÃO: "Te vivo... Do início ao fim."
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Att.

SEGUNDO CAPÍTULO – Tudo e nada. 2

Paulina cansa de ficar sentada no bar e resolve se levantar…

- Vou caminhar! – diz pra si mesma, embriagadíssima.

Ao levantar vê que seus pés já não aguentam mais o salto, e os tira.

Vai caminhando então, para um lugar onde não tem muitas pessoas… Descobre que aquele termas é gigante e fica alucinada com a beleza e capricho da decoração do local.

- Parece tudo tão real! – diz em voz alta enquanto se senta em uma pedra que tinha na decoração temática.

- Bonito, né? – surpreendeu Luan.

- Ai que susto, menino! – sorriu bêbada.

- Parece que você bebeu demais…

- Só porque tô aqui sozinha e descalça?

- Não. – pausa para se sentar ao seu lado. – Porque você sorriu pra mim.

Ela ficou olhando pra ele, estava escuro e apenas algumas luzes refletiam no seu rosto. O som ainda era alto mas não tanto, de repente o som de gritos, agitação e copos quebrando ao fundo foram ficando cada vez mais baixo e a única coisa que ela conseguia ver e ouvir era Luan.

- Que foi? – perguntou ele.

- Nada! – abaixou a cabeça com vergonha.

Luan não fez nada. Seu maior medo era estragar aquele momento… Parecia perfeito até demais diante dos acontecidos antecedentes.

- Você está linda! – disse ele bocejando.

- E você está com sono!

Sorriso.

- Pois é, só um pouco. Não costumo sair depois de shows, é meio difícil.

- Imagino. – retrucou ela em um tom desconfortável.

Luan percebeu e logo quis mudar de assunto.

- Mas então, você…

- Desculpa! – Paulina o interrompeu – Desculpa pelo meu comportamento mais cedo sobre a sua vida e trabalho; sei que pareci mimada e não vi o seu lado, na verdade, desculpa por me intrometer… Eu não tenho o direito de achar nada a respeito de tudo isso.

Luan se surpreendeu com a rapidez que ela conseguia falar mesmo bêbada, e sentiu que em cada palavra ela foi verdadeira. E ficou feliz por isso.

- Você não tem que se desculpar. Se tiver alguém que precisa falar aqui, esse alguém sou eu! E por isso obrigada…

- Mas pelo quê?

- Por ser assim.

- Assim?

- Diferente, sabe? É difícil encontrar alguém que nos entende, ou não. – riso. – Que esteja do outro lado e não se importe com o que o seu status diz que você é. Às vezes é confuso, é como ter tudo e nada.

Paulina vê que ele está cabisbaixo e tenta o sacudir.

- Pra mim, você é normal, véi. É o seu trabalho… Levar música às pessoas.

Luan admirava a forma que ela falava e o despeito pelas coisas que muitas pessoas matariam para ter. Ela não se importava com o tamanho da conta bancária dele, ou se fosse famoso. Ela estava ali conversando com o Luan Rafael Domingos Santana. E isso estava mais do que perfeito para ele.

Ficaram então conversando por horas… Em cada vez que ela abria boca, Luan se calava.

- Você deve tar me achando super chata, né?

- Por que?

- Pensa, você podia estar ali com qualquer garota, mas você tá aqui conversando com uma bêbada pra que ela não se mate sozinha.

Ele sorriu.

- Não. Eu poderia sim estar com qualquer garota ali, mas eu estou aqui com a mais incrível de todas que estão nesse lugar, que além de bêbada, gosta de falar bastante.

Por um instante ela ficou quieta, mas tratou de quebrar o clima.

- Ah! Para! Eu falo só um pouco… Não sou tagarela! – disse ela cutucando ele.

- É sim! – sorriu ele cutucando-a de volta.

E assim os dois continuaram um irritando o outro, até que Paulina se levanta e tropeça:

- Opa! – disse Luan enquanto a segurava.

Paulina simplesmente não conseguia parar de rir.

- Eu sei andar, Luan, me solta. – gritava ela enquanto batia levemente nos braços de Luan que a envolviam.

- Tem certeza? – perguntou-lhe seriamente.

Paulina respirou fundo e o olhou nos olhos:

- Sim, senhor! Eu tenho certeza… – e mesmo fazendo carão, não conseguiu manter o riso e caiu no chão de tanto rir.

Luan já não sabia mais o que fazer, ele queria agarrá-la. Queria fazer algo que nem seus instintos conseguiam distinguir o que seria.

- Você bebeu muito, eu vi.

- Que nada…

- Se fosse eu no seu lugar, já estaria em coma alcoólico! – disse ele.

- Fraquinho, então?

- Pra bebida sou sim…

- Mas se não aguenta uma bebida, vai aguentar o que Luan?

- Tá me desafiando? – Luan foi se aproximando cada vez mais.

- Hm, - pensou ela – não sei… Você vai ter que me pegar!

E Paulina saiu correndo, sem direção e rindo sem parar… Luan olhou para aquele momento de “quase” e não soube fazer outra coisa, a não ser correr atrás dela.

Cansada de correr, Paulina para em uma parte do termas que não estava liberada para a festa, onde tinha uma piscina gigante e um tobogã.

Ela escutou que ele estava chegando e virou-se imediatamente:

- Tá, calma… – ofegante – Cansei!

Luan vem andando devagar em sua direção com cara de quem “tá querendo”.

- Cansou, foi?

- Calma… Fica aí. Não tá valendo.

- O que não tá valendo?

- A brincadeira…

- Mas quem disse que eu tô brincando?

Silêncio.

Luan vai se aproximando cada vez mais… Paulina sem perceber está engatando passos lentos para trás, apreensiva… Até que Luan a gruda.

- E agora?

Respiração com respiração… Paulina é mais baixa que Luan quando está sem salto, e sem entender porque ela está na ponta dos pés. Parece que seu corpo está agindo sozinho…

- Então, né, acho que está na hora de voltarmos… Irão sentir a noss…

- Xiii! – interrompeu-a delicadamente com um dedo em seus lábios – Você é muito tagarela, muié!

Luan engata então uma aproximação mais fervorosa, mas Paulina não está pronta… ela não se sente à vontade, querer para ela neste momento não é poder.

- Não! – exclamou ao dar um passo para trás e logo em seguida gritar. – AhhHH!

- Paulina! – Paulina pisou em falso e caiu na piscina.

Luan não pensou nem duas vezes e caiu logo em seguida atrás dela. A piscina era funda e ela estava bebendo água, assustada mesmo sabendo nadar não conseguia operar suas pernas.

- Calma! – gritava Luan – Boia Paulina, boia! – Paulina bebeu muita água e desmaiou, felizmente Luan conseguiu pegá-la a tempo e a tirar da piscina.

Neste instante alguns funcionários do termas já haviam chegado lá:

- O que está acontecendo aqui?

- Ela caiu na piscina e desmaiou…

- Mas vocês não podiam estar aqui!

- Eu sei, eu sei! Vai ficar conversando comigo ou vai acordar ela?

O funcionário então disse:

- Eu faço massagem cardíaca e você respiração boca-a-boca.

Luan disse que sim com a cabeça e os dois iniciaram a tentativa de trazer Paulina de volta, até que ela acorda em meio de água saindo pela sua boca e tosse instantâneas.

- Graças à Deus! – gritou Luan que levou ligeiramente suas mãos a cabeça.

Paulina sem entender nada tentou se levantar e sentiu fraqueza.

- Mas o que aconteceu?

- Você caiu na piscina e desmaiou… – disse Luan – Você é louca!

Ela sorriu e disse:

- Você estava perto demais!

- E você preferiu se matar…

- Ah, sabe como é né… Eu sou antissocial e não curto muito as pessoas próximas de mim.

Ambos sorriram.

- Desculpa interromper, mas você precisa levar ela ao hospital.

- Não, imagina eu tô bem! – respondeu ela de imediato.

- Acho que ele tá certo, Paulina, você desmaiou e a gente não sabe porquê. É bom fazer uns exames.

- Exatamente! – retrucou o funcionário do termas.

- Vamos, eu te levo! – então Luan a pegou nos braços,

- Gente, mais que exagero! – pausa – Eu ainda sei andar, sabia?

- Você bateu a cabeça! – sorriu Luan.

- Na água? Tá. Devo estar muito bêbada pra você achar que essa história me enrola. – riso – Mas só porque estou cansada, deixarei você me levar, ok?

Ambos sorriram.

- Ok!

Já estava para amanhecer quando Luan a colocou no banco do taxi:

- Você vai molhar todo o estofado do cara!

- Não tem problema, não senhor! – respondeu o taxista.

- Viu? Ele é educado, já você…

- Eu salvei a sua vida, você poderia ser um pouco mais amigável sabia?

- Pois é, o efeito do álcool tá passando. – sorriu ela.

Luan fez cara de pasmo.

- Para onde vamos, senhor? – perguntou o taxista.

- Pronto-Socorro mais próximo que tiver daqui.

Taxista disse que sim com a cabeça e prosseguiu.

- Eu ainda acho isso um exagero, eu tô bem!

- Você não tem que achar nada…

- Nossa, quando foi que você encarnou o meu pai que eu não percebi?

Ambos riram.

- Mas ein, - continuou Paulina – você não avisou o seu amigo e a Biba… Eles devem estar procurando por nós.

- Acabei de enviar uma mensagem pro Joca, disse que estamos indo para lá e que eles devem ir com o Well na van.

- Ok!

Chegando no pronto atendimento já estavam lá os três:

- Paulina, o que aconteceu?! – gritou Biba.

- Luan, por que você não me avisou? – disse Well bravo.

- Ce tá bem, cara?! – Perguntou Joca.

Pausa.

- Calma gente, não deu tempo de te chamar Well porque tínhamos pressa, e eu to bem sim, foi a Paulina que se afogou… Não é nada grave mas optei por fazer uns exames, ela acabou desmaiando com o trauma.

- Meu Deus Paulina! – disse Biba – Seu Marcelino vai me matar!

- Relaxa, ele não vai ficar sabendo!

Após Luan fazer a fixa todos ficaram na sala de espera aguardando Paulina ser liberada.

Duas horas depois:

- Meu Deus, ela tá demorando demais lá dentro, será que aconteceu alguma coisa? – Biba histérica.

- Verdade! – respondeu Luan. – Ei moça, você tem notícias? Até agora não nos disseram nada!

- Vou verificar pra vocês. – disse a moça e saiu.

Logo depois ela volta com o médico:

- Olá, bom dia!

- Bom dia! – responderam em coro.

- Bem, vocês estão com a Paulina de Vaz, não é?

Todos disseram que sim.

- Então, ela está bem. Fizemos todos os exames e nenhum apontou nada fora do normal. A questão é que ela bebeu muita água e isso fez com que ela se desligasse por conta de haver muito cloro também.

- Então tá tudo bem?

- Sim, está!

- Ai meu Pai! – Biba colocou a mão no coração.

- Podemos vê-la?

- Sim, já a liberei. Só falta o responsável assinar os papéis e vocês já podem ir.

- É, sim, sou eu! – respondeu Luan agitado – Tô indo… Onde eu assino?!

De volta pra casa todos muito atenciosos com Paulina não a deixavam em paz:

- Chega gente, pronto, tô bem!

- Eta santa ignorância! – resmungou Biba.

- Desculpa gente! É que eu não gosto desse tipo de preocupação, à toa, sabe? Eu estou bem, de verdade!

- É, acho que já dá pra dar um tempinho pra ela galera. Deixa ela descansar. – disse Luan.